Segundo dia do Encontro Territorial da Undime em Seabra destaca interiorização, planejamento e financiamento da educação, destaca DME de Piatã na Chapada
O segundo e último dia do Encontro Territorial da Undime Bahia, realizado em Seabra, na Chapada Diamantina, foi marcado por debates sobre os desafios da gestão educacional e pela troca de experiências entre dirigentes municipais de educação. O evento reuniu representantes dos territórios da Chapada Diamantina, Piemonte do Paraguaçu e Bacia do Jacuípe, fortalecendo o diálogo sobre as diferentes realidades das redes municipais.
Durante a programação, o secretário municipal de Educação de Piatã, Zalmi Souza Marques, destacou a importância da interiorização das ações da Undime. Segundo ele, levar os encontros para os municípios permite discutir questões mais próximas da realidade local, além de possibilitar a troca de experiências entre gestores. Para o dirigente, enquanto eventos realizados na capital costumam abordar temas mais gerais, os encontros territoriais permitem aprofundar problemas, angústias e desafios específicos enfrentados pelas redes municipais.
Zalmi também avaliou positivamente a participação na oficina sobre o Plano Municipal de Educação (PME), conduzida por Vitalina Silva. O gestor ressaltou que a construção do segundo PME representa um grande desafio, mas também uma oportunidade de aproveitar os aprendizados adquiridos durante a elaboração do primeiro plano. A expectativa, segundo ele, é construir um documento mais conectado à realidade de cada município, com metas e ações mais seguras e exequíveis.
Outro ponto destacado durante a entrevista foi a necessidade de relacionar o planejamento educacional ao financiamento público. O secretário chamou atenção para a importância de os municípios articularem seus planos às peças orçamentárias, como PPA, LDO e LOA, além de buscarem alternativas de financiamento federal. Ele citou possibilidades relacionadas ao Fundeb, como a ampliação das matrículas em tempo integral, a expansão da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o atendimento aos estudantes da Educação Especial, considerando as regras de financiamento aplicáveis a essas modalidades.
Para Zalmi, os encontros promovidos pela Undime contribuem justamente para que os gestores conheçam experiências desenvolvidas em outros municípios e identifiquem caminhos para ampliar os recursos destinados à educação. “Não se faz educação sem dinheiro”, destacou, ao defender que o planejamento das políticas educacionais esteja diretamente ligado à capacidade de financiamento e execução dos municípios.
O segundo dia do encontro reforçou, assim, a proposta de aproximar a Undime das redes municipais e promover uma formação conectada aos desafios vivenciados no território. A programação também evidenciou que o planejamento, a colaboração entre gestores e a busca por financiamento precisam caminhar juntos para que as políticas educacionais avancem e produzam resultados concretos no cotidiano das escolas baianas.
