UFRB destaca papel da formação docente e defende valorização de profissionais da Educação do Campo
A formação de professores especializados e a valorização dos profissionais da Educação do Campo foram temas centrais durante o II Encontro Internacional e XI Encontro Territorial Baiano de Educação do Campo do Programa FormaCampo, realizado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), em Vitória da Conquista.
Representando a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a professora Jucélia Macedo Cardoso Freitas ressaltou a importância da instituição na consolidação da formação acadêmica voltada à Educação do Campo e destacou o impacto que essa preparação tem produzido nas escolas e comunidades rurais em diferentes regiões do país.
Segundo a docente, o Centro de Formação de Professores da UFRB, sediado em Amargosa, mantém uma trajetória consolidada na qualificação de educadores, oferecendo cursos de graduação, especialização, licenciaturas específicas e programas de pós-graduação voltados à Educação do Campo.
Durante a entrevista à Web TV Undime Bahia, Jucélia afirmou que o Programa FormaCampo fortalece a missão da universidade ao ampliar as oportunidades de formação continuada para os professores que atuam nas escolas do campo.
“A universidade acolhe o FormaCampo porque compreende a dimensão desse trabalho na formação de professores. Fortalecer quem está na escola é fortalecer também as comunidades onde esses profissionais atuam”, destacou.
A professora também enfatizou o protagonismo da UFRB ao sediar o primeiro mestrado profissional em Educação do Campo do Brasil. De acordo com ela, a iniciativa se tornou referência nacional e, atualmente, passa por um processo de expansão para outras universidades brasileiras, ampliando a oferta de formação especializada.
Ao longo dos anos, o programa já formou dezenas de mestres que hoje atuam em universidades federais e estaduais, além de redes públicas de ensino em diferentes estados. Para Jucélia, o impacto da formação vai além da qualificação individual dos profissionais.
“O conhecimento produzido retorna para as escolas e para as comunidades. A formação transforma práticas pedagógicas, fortalece os territórios e contribui para a construção de uma educação comprometida com a realidade dos povos do campo”, afirmou.
Outro tema abordado durante a entrevista foi a necessidade de maior reconhecimento, por parte das redes municipais de ensino, dos profissionais formados especificamente para atuar na Educação do Campo. A professora defendeu que gestores públicos valorizem essa formação por meio da criação de oportunidades de ingresso e permanência desses educadores nas escolas.
Segundo ela, a especificidade da formação permite compreender, respeitar e fortalecer a identidade camponesa, elemento essencial para garantir uma educação contextualizada e comprometida com as características culturais, sociais e econômicas das comunidades rurais.
O debate integra a programação do FormaCampo, evento que reúne pesquisadores, universidades, gestores públicos, movimentos sociais e educadores para discutir políticas públicas, práticas pedagógicas e estratégias de fortalecimento da Educação do Campo na Bahia e em todo o Brasil.
