Pesquisadora destaca papel dos fóruns municipais na construção dos novos planos de educação durante simpósio em Salvador
A construção dos novos Planos Municipais de Educação e o fortalecimento da participação social nas políticas educacionais estiveram entre os temas abordados durante o XXXII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação, realizado em Salvador. O evento reúne pesquisadores, gestores, professores e dirigentes educacionais de diversas regiões do país para discutir os desafios e perspectivas da educação pública brasileira.
Em entrevista à Web TV Undime Bahia, a pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integrante da coordenação do Plano Municipal de Educação de Maraú, Roberta Lavigne, destacou a relevância do encontro como espaço democrático de debate e formulação de políticas públicas para a educação.
Segundo ela, a realização do simpósio ocorre em um momento estratégico para o país, marcado pela aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE) e pelo início das discussões que irão orientar a elaboração e atualização dos planos estaduais e municipais.
“É uma oportunidade de pensarmos uma educação com qualidade socialmente referenciada para toda a Bahia e para todo o Brasil”, afirmou.
Roberta também ressaltou a importância da atuação dos fóruns municipais de educação, que têm se consolidado como espaços de mobilização social, acompanhamento das políticas públicas e fortalecimento da gestão democrática nos municípios baianos.
Ela destacou o trabalho articulado realizado pelo Fórum Estadual de Educação da Bahia, sob a coordenação do professor João Danilo Batista de Oliveira, que tem contribuído para fortalecer a atuação dos fóruns municipais em diferentes territórios do estado.
“Os fóruns municipais estão chegando aos municípios com muita força, representatividade e capacidade de pensar uma educação de qualidade, trazendo a sociedade civil para o centro do debate”, observou.
Para a pesquisadora, a participação da comunidade é fundamental para que os planos de educação sejam compreendidos como políticas públicas construídas coletivamente e voltadas para atender às necessidades reais dos territórios.
Ao abordar os desafios relacionados aos novos Planos Municipais de Educação, Roberta defendeu que o planejamento estratégico deve ocupar papel central nas discussões. Segundo ela, é necessário que os documentos sejam elaborados com metas, ações e mecanismos de acompanhamento capazes de garantir sua efetiva implementação.
“O novo Plano Nacional de Educação traz a necessidade de planejar estrategicamente as políticas educacionais. Precisamos construir planos que possam ser monitorados, avaliados e ajustados sempre que necessário”, explicou.
A pesquisadora também enfatizou a importância de elaborar propostas viáveis do ponto de vista financeiro e administrativo, evitando que os planos se transformem apenas em documentos formais sem impacto concreto na realidade das redes de ensino.
As reflexões apresentadas durante o simpósio reforçam a necessidade de fortalecer a participação social, o planejamento e a gestão democrática como elementos essenciais para que os novos planos de educação contribuam efetivamente para a melhoria da qualidade da educação pública nos municípios brasileiros.
