Oficina da Undime debate educação especial inclusiva e garantia da aprendizagem em Irecê
A educação especial inclusiva foi um dos temas de destaque nas oficinas realizadas durante o primeiro dia do Encontro Territorial da União dos Dirigentes Municipais de Educação da Bahia (Undime), em Irecê. A atividade reuniu representantes de cinco Territórios de Identidade e promoveu uma ampla discussão sobre os caminhos para fortalecer as políticas de inclusão nas redes de ensino.
A oficina foi conduzida por Caroline Silva Oliveira, conhecida como Carol, que destacou a importância do momento diante do processo de implementação da política nacional de educação especial inclusiva nas redes municipais e estaduais de todo o país.
Segundo Caroline, o debate reuniu secretários municipais de Educação, conselheiros, professores, coordenadores e representantes dos Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), possibilitando uma construção coletiva sobre os desafios da inclusão.
“Podemos pensar juntos em como assegurar a aprendizagem, não só matrícula e permanência do estudante público-alvo da educação especial, como também assegurar a aprendizagem deles ao longo do percurso estudantil”, afirmou.
Diagnóstico como ponto de partida
Durante a oficina, os participantes discutiram a necessidade de cada rede conhecer profundamente sua própria realidade antes de definir estratégias para a educação especial inclusiva.
A proposta apresentada considera diferentes dimensões da política educacional, desde as relações intersetoriais até o monitoramento e a avaliação das ações.
Caroline ressaltou que a educação especial não deve ser tratada de maneira isolada, uma vez que o atendimento aos estudantes envolve diferentes áreas e políticas públicas.
Nesse sentido, a realização de um diagnóstico fiel da realidade de cada rede foi apontada como fundamental para identificar necessidades, estabelecer prioridades e definir estratégias adequadas.
“Cada rede é uma rede, cada rede tem as suas especificidades e, portanto, ao pensar em propor políticas para educação especial, todas as redes devem se comprometer em fazer um diagnóstico fidedigno da realidade para aí atender as suas necessidades”, explicou.
Além da matrícula e da permanência
Um dos principais pontos levantados durante a discussão foi a necessidade de avançar para além da garantia de acesso à escola.
A inclusão, segundo a abordagem apresentada na oficina, precisa estar associada à efetiva aprendizagem dos estudantes público-alvo da educação especial. Isso significa pensar em estratégias pedagógicas, acompanhamento, formação das equipes e condições para que os estudantes desenvolvam suas potencialidades ao longo da trajetória escolar.
A discussão também reforçou que não existe um único caminho para todas as redes. Cada município possui características, estruturas e desafios próprios e deve construir suas estratégias considerando sua realidade, sempre respeitando os direitos previstos na legislação.
Encontros territoriais ampliam o debate
Para Caroline, a itinerância dos Encontros Territoriais da Undime-BA tem papel importante na democratização do acesso à formação e à discussão das políticas educacionais.
A proposta é levar aos diferentes territórios da Bahia debates relacionados a temas estratégicos, como educação especial inclusiva, recomposição das aprendizagens, alfabetização e educação em tempo integral.
“Os encontros territoriais da Undime são de suma importância, porque a gente consegue levar a todo o estado da Bahia, nos diferentes territórios, essas discussões sobre políticas públicas educacionais”, destacou.
A intenção é que as discussões realizadas ao longo da programação contribuam para que os municípios avancem na implementação das políticas educacionais e encontrem soluções conectadas às suas realidades.
Direito à educação
A oficina reforçou, ainda, que a garantia do direito à educação precisa estar no centro das decisões das redes municipais e estaduais.
Mais do que assegurar matrícula e presença, o desafio é criar condições para que todos os estudantes tenham acesso à aprendizagem, à participação e ao desenvolvimento ao longo de sua trajetória escolar.
A discussão realizada em Irecê integra a estratégia da Undime-BA de fortalecer a formação continuada e a colaboração entre os municípios, aproximando as políticas educacionais das necessidades concretas dos territórios.
