luckyjetparimatchpinuppin-upmostbet casinomostbetmosbet4a betpin-up1win sayti1win aposta1win aviatorparimatchlucky jet crashpin-upmostbet kzmosbet casino1win online1winmostbet casinopinup casino1win slotmostbet casino1win aviatorpin up casinomosbet indialucky jet casino1win kz1 winmostbet4r betmosbet casinomostbet casinomostbet kz4a betaviatorlucky jet online1 win azaviator1win gamesmostbet aviator loginlacky jetmostbet aviator login1winpin up kz1win casinopinuppin up india4rabet mirrorpin up bet1 win
Territorial

Especialista destaca importância da territorialidade para a construção de currículos e políticas educacionais na Bahia

Juazeiro sediou mais uma etapa dos Encontros Territoriais da Undime Bahia, reunindo dirigentes municipais de educação, equipes técnicas, pesquisadores e representantes da Secretaria da Educação do Estado para discutir o fortalecimento do regime de colaboração e a construção de políticas públicas conectadas às realidades dos territórios baianos.

Durante entrevista à Web TV Undime Bahia, a professora doutora Kalline Laira, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutora pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), destacou que compreender a territorialidade é um passo fundamental para que as políticas educacionais atendam às especificidades de cada comunidade.

Segundo a pesquisadora, a Bahia possui 27 Territórios de Identidade, mas cada um deles abriga uma diversidade de povos, culturas e modos de vida que precisam ser considerados na organização da educação.

“Discutir território é discutir quem são os sujeitos que habitam esses espaços. Estamos falando de comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas, marisqueiras, pescadoras e de tantos outros grupos que constroem a identidade desses territórios.”

Currículo deve dialogar com a realidade local

Durante a palestra, Kalline Laira enfatizou que o principal desafio da educação não é apenas conhecer os conteúdos previstos nos documentos curriculares, mas compreender como esses conhecimentos podem ser trabalhados de forma contextualizada nas escolas.

Ela explicou que as diretrizes curriculares nacionais oferecem os referenciais necessários, porém sua efetivação depende da capacidade de cada município de adequá-las às características do território.

“O desafio é pensar como implementar essas diretrizes dentro dos territórios. Precisamos refletir sobre como esses documentos dialogam com a realidade das nossas escolas e comunidades.”

Observatórios fortalecem o planejamento educacional

A pesquisadora também destacou a importância da criação de observatórios educacionais para subsidiar o planejamento das redes municipais de ensino.

Ela citou como exemplo a experiência apresentada durante o encontro realizado em Araci, no Território do Sisal, onde foi discutida a implantação de um observatório voltado ao acompanhamento das políticas educacionais.

Segundo Kalin, iniciativas como essa permitem identificar potencialidades e desafios locais, contribuindo para uma gestão educacional baseada em diagnósticos e evidências.

Currículos precisam ser constantemente revisados

Outro ponto abordado foi a necessidade de atualização permanente dos currículos municipais.

A professora lembrou que muitos municípios baianos elaboraram seus documentos curriculares com o apoio da Undime Bahia, mas ressaltou que esses materiais não podem ser tratados como documentos definitivos.

“O currículo é vivo. Assim como o território muda, a escola também precisa acompanhar essas transformações. É necessário revisar continuamente os currículos e os Projetos Político-Pedagógicos para que permaneçam conectados à realidade.”

Ela observou que alguns municípios já possuem currículos referenciais consolidados, enquanto outros ainda estão em processo de elaboração e implementação, o que demonstra a importância da formação continuada e do apoio técnico às redes municipais.

Sustentabilidade e diversidade integram os novos desafios

Durante a entrevista, Kalline Laira também destacou que temas como sustentabilidade, educação do campo, educação antirracista e valorização das identidades locais precisam estar presentes nos currículos escolares.

Ela lembrou que essas discussões vêm sendo fortalecidas nas políticas nacionais de educação e ganharam espaço em encontros recentes, como o seminário internacional do FormaCampo, realizado em Vitória da Conquista.

Para a pesquisadora, as escolas precisam incorporar esses debates de forma prática, aproximando o currículo das necessidades contemporâneas e das especificidades de cada território.

Caravana da Undime percorrerá a Bahia

Ao final da entrevista, Kalline confirmou que continuará participando dos Encontros Territoriais promovidos pela Undime Bahia, acompanhando a caravana que percorrerá diferentes regiões do estado.

Após a abertura em Juazeiro, a programação seguirá por municípios como Irecê, Vitória da Conquista e Porto Seguro, ampliando o diálogo com dirigentes municipais de educação e fortalecendo a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da educação nos territórios baianos.

A iniciativa reforça o compromisso da Undime Bahia com a valorização das identidades regionais, a cooperação entre os municípios e a construção de uma educação pública cada vez mais contextualizada, inclusiva e alinhada às realidades locais.

Deixe um comentário

Facebook
YouTube
Instagram