MEC realiza 2º Ciclo Formativo da Renalfa em São Paulo e fortalece articulação nacional pela alfabetização
O Ministério da Educação (MEC) promoveu, entre os dias 16 e 18 de junho, em São Paulo, o 2º Ciclo Formativo da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa). O encontro reuniu articuladores nacionais e estaduais dos 26 estados e do Distrito Federal, além de representantes de universidades e instituições comprometidas com a garantia da alfabetização como direito fundamental.
A iniciativa integra as ações do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) e teve como principal objetivo consolidar o monitoramento e a avaliação das estratégias dos cinco eixos que estruturam a política nacional de alfabetização. O evento foi realizado em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
Durante os três dias de programação, os participantes acompanharam palestras, oficinas, painéis técnicos e momentos de compartilhamento de experiências exitosas desenvolvidas nos estados e municípios. Entre os temas debatidos estiveram a formação de leitores, a importância da literatura no processo de alfabetização, avaliação diagnóstica e formativa, formação docente na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, equidade étnico-racial, inclusão, governança federativa e implementação de políticas educacionais nos territórios.
Um dos destaques do encontro foi a integração entre a Renalfa e a Rede Nacional de Formação em Matemática (Renamat), fortalecendo a articulação entre as políticas voltadas à alfabetização e ao ensino da matemática nos anos iniciais. Segundo João Paulo Lima, coordenador do CNCA/Cogealf/MEC, a proposta busca ampliar a cooperação entre as duas redes. “O objetivo é criar sinergias e conjugar esforços entre as duas redes de governança federativa para fortalecer, de forma integrada, a alfabetização em língua materna e em matemática”, afirmou.
Na abertura do evento, a Undime foi representada pela dirigente municipal de Educação de Bonito (PE), Maria Elza da Silva, que atua como representante focal da instituição na Renalfa. Em sua fala, destacou a importância da mobilização coletiva para garantir o direito à alfabetização. “As políticas públicas não se realizam sozinhas, mas no esforço coletivo de todos os atores que atravessam a escola, dentro e fora dos seus muros”, ressaltou.
A professora Tereza Farias também marcou presença e celebrou os três anos do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, completados em 12 de junho. Na ocasião, anunciou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já desenvolve estudos para o lançamento do Indicador Criança Alfabetizada Matematicamente (ICAM), instrumento que deverá contribuir para o acompanhamento dos avanços na aprendizagem em matemática.
A Bahia participou ativamente do ciclo formativo. A representação da Renalfa/BA contou com Eronize Lima, articuladora estadual da Undime Bahia, e Graciene Guimarães, articuladora estadual da Secretaria da Educação da Bahia (SEC-BA). Já a Renamat foi representada por Silvia Letícia Amorim de Castro, da SEC-BA, e Taurino Costa Ramos, da Undime Bahia. A Professora Edineide Almeida, Assessora Institucional da Undime Nacional, um dos pontos focais da política, também participou do momento formativo.
O encontro reforçou o compromisso dos entes federativos com a construção de políticas públicas articuladas, capazes de assegurar que todas as crianças brasileiras tenham acesso à alfabetização e ao desenvolvimento das competências matemáticas na idade adequada.
RENALFA, RENAMAT e Gente que Soma são iniciativas estratégicas voltadas para a educação no Brasil, focadas em garantir que as crianças atinjam a alfabetização e o desenvolvimento pleno em matemática na idade certa, também participaram da ação no dia 15.
Gente que Soma
O movimento Gente que Soma é uma coalizão multissetorial que tem o objetivo de priorizar a matemática na educação brasileira. Ele apoia o compromisso nacional Toda Matemática para mudar a forma como a disciplina é ensinada. A meta é elevar a qualidade do ensino, garantindo que o aprendizado seja um vetor de redução de desigualdades. O movimento promove seminários e debates sobre a importância do pensamento matemático desde a primeira infância.
























