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Brasil

Especialistas defendem participação social nos PME e alfabetização baseada em narrativas

A programação do segundo dia do 11º Fórum Nacional Extraordinário da Undime foi encerrada, nesta segunda-feira (25), com debates voltados à construção democrática das políticas educacionais, por meio dos Planos Municipais e Nacional de Educação, e aos processos de aprendizagem da leitura, reunindo gestores e educadores de todo o país no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF.

Construção participativa e democrática dos PME: metodologias e boas práticas, foi o tema da palestra ministrada pela professora Iolanda Barbosa, com mediação de Petrúcio Ferreira, presidente da Undime Região Nordeste e Rio Grande do Norte e dirigente municipal de educação (DME) de Goianinha/RN.

Durante sua fala, a professora destacou a importância da participação social em todas as etapas de elaboração dos Planos Municipais de Educação (PME), desde a formação das comissões gestoras até a transformação do documento em projeto de lei a ser encaminhado às câmaras municipais.

“A questão fundamental é garantir a democratização na elaboração dos planos municipais”, afirmou Iolanda Barbosa e alertou: “Não existe garantia de direitos para crianças e jovens se eles não estiverem no orçamento”.

A palestrante também resgatou o processo histórico de construção do primeiro Plano Nacional de Educação e apresentou orientações aos municípios que já estão em fase de elaboração ou revisão dos seus planos. Segundo ela, o processo precisa ser coletivo, articulado e conectado à realidade educacional de cada território.

Na sequência, a neurocientista Elvira Lima conduziu a palestra “Neurociência da leitura: como o cérebro aprende a ler”, mediada por Virgínia Feitosa, secretária de articulação da Undime, presidente da Undime Rio de Janeiro e DME de Nova Iguaçu/RJ.

Reconhecida por suas contribuições à educação inclusiva baseada em evidências científicas, Elvira destacou o papel dos professores no desenvolvimento cognitivo e emocional dos estudantes.

Ao explicar os processos cerebrais envolvidos na leitura, a neurocientista afirmou que existem 17 áreas do cérebro mobilizadas para que uma pessoa consiga ler, exigindo conexões complexas que são estimuladas no ambiente escolar. “Quem ajuda a fazer essas conexões é o professor”, enfatizou.

Elvira também defendeu práticas de alfabetização mais conectadas às narrativas, à literatura e à poesia como caminhos fundamentais para o desenvolvimento da leitura e da aprendizagem.

“Nós somos seres de narrativas e a alfabetização deve se dar em formas de narrativas. O arcabouço para a alfabetização está na literatura e na poesia”, destacou.

Fórum Extraordinário

Com debates voltados à gestão democrática, à formação humana e aos desafios da educação pública municipal, o segundo dia do Fórum reforçou o papel estratégico dos municípios na construção de políticas educacionais inclusivas, participativas e baseadas em conhecimento científico.

Promovido pela Undime, o evento reúne mais de 1.500 participantes de cerca de 700 municípios brasileiros e integra as comemorações pelos 40 anos da instituição, celebrados em 2026.

Fonte: Undime

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