Saiba como foi o primeiro dia do 8º Fórum Nacional Extraordinário da Undime

Evento começou nesta segunda-feira (7) e vai até sexta (11)

Começou nesta segunda (7) e vai até sexta-feira (11) o 8º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação. O evento, promovido pela Undime, é virtual, por meio de videoconferências, em função das medidas de isolamento social e o tema central é “Desafios para garantir o direito à educação em tempos de e pós pandemia”.

Todos os dias, pela manhã e início da tarde, a programação está voltada para as atividades da feira virtual. (saiba mais aqui) À tarde, a partir das 16h (horário de Brasília), tem início as palestras do Fórum.

O presidente da Undime e Dirigente Municipal de Educação de Sud Mennucci (SP), Luiz Miguel Martins Garcia, esteve na sede da Undime, em Brasília, e participou presencialmente do evento nessa segunda-feira.

Isso porque, mesmo sendo virtual, foi montada toda uma estrutura na sede da Undime para oferecer aos participantes um Fórum diferente e respeitando todas as medidas e protocolos de saúde diante do atual contexto de pandemia. O vice-presidente da Undime, Marcelo Ferreira da Costa, Dirigente de Goiânia (GO), participou por videoconferência dando às boas-vindas aos participantes.

O evento começou com música, de forma leve, com a participação do cantor Marcos AC, de Brasília, e depois seguiu com três mesas de debates.

A conferência de abertura abordou o tema do Fórum “Desafios para garantir o direito à educação em tempos de e pós pandemia” e contou com a participação de Milton Ribeiro, Ministro da Educação; a deputada Dorinha Seabra Rezende, presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação; e Cecilia Motta, presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed). A mediação ficou por conta do professor Luiz Miguel Martins Garcia.

O ministro da Educação falou sobre questões como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a necessidade de que esse mecanismo seja regulamentado; o novo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que precisam estar adequados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e destacou a importância do professor. “Todos nós estamos do mesmo lado, queremos o melhor para a educação do Brasil. Educação não tem partido, nós temos que trabalhar todos juntos e é isso que nós pretendemos fazer”, disse.

A deputada Professora Dorinha, entre outras coisas, também destacou o Fundeb. “Nós saímos de 10% de complementação da União ao Fundeb em toda a sua a existência para 23% com foco na Educação Infantil. O desafio hoje do Congresso é romper a limitação em relação a pauta, por isso o texto [da regulamentação] não foi votado ainda. Temos expectativa de votar esse texto”.

A presidente do Consed defendeu que “é preciso que haja um retorno das aulas presenciais com toda segurança, um retorno que tenha uma preparação enorme para 2021, que a gente tenha formações, energia, porque o lugar que nós estamos é de responsabilidade. Essa união do MEC, Undime e Consed vai trazer uma tranquilidade para 2021 que será melhor que 2020”.

Na sequência dessa conferência, debateu-se “Práticas de regime de colaboração para a reorganização dos calendários letivos”. Participaram do painel Cecilia Motta, do Consed; Hélvio Teixeira, presidente do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e representante do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede); Manoel Humberto Lima, presidente da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme); e Luiz Miguel Garcia, presidente da Undime. A mediação ficou a cargo de Eduardo Ferreira da Silva, Dirigente Municipal de Educação de Canarana (MT) e presidente da Undime (MT).

Na ocasião, o representante do Foncede disse que todos os Conselhos de Educação têm tido uma preocupação muito grande com a validação das atividades remotas. “Isso é uma situação muito complicada, porque nós temos situações muito diferentes. O que nos interessa efetivamete é o direito do aluno à educação e uma educação de qualidade para que todos possam seguir a vida”, lembrou Hélvio Teixeira.

Já o presidente da Uncme fez uma solicitação: “eu quero solicitar ao ministro Milton Ribeiro que esse parecer do Conselho Nacional [15/2020] seja aprovado na íntegra, porque ele é resultado de uma discussão ampla durante o ano de 2020, trazendo uma proposta que visa o calendário de 2020 do ano letivo, não coincidindo com o ano civil e levando ainda em consideração podermos fazer até dezembro de 2021 a adequação necessária que os municípios venham a precisar”.

Luiz Miguel Garcia também compactuou da mesma ideia e ressaltou a defesa da Undime de que o parecer seja homologado na íntegra. “É importante que se dê espaço para desenvolvver o que não foi possível desenvolver em 2020”.

Para fechar o dia, a programação contemplou a palestra do professor Catedrático da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, que falou sobre “Valorização e formação dos profissionais de educação”.

Nóvoa disse que a expectativa dele é que os próximos seis meses ainda serão muito dificeis e que lá para agosto, setembro do próximo ano vamos ter a situação normalizada após as vacinas. “Nunca houve na historia uma experimentação como a que estamos passando. A situação é dramática em todo o mundo. Por isso que todos os nossos esforços tem sido no sentido de trabalhar para garantir uma continuidade do aprendizado”.

O professor da Universidade de Lisboa foi bastante elogiado pelos participantes que acompanhavam a palestra. Nóvoa disse ainda que é importante oferecer condições de valorização dos professores, não necessariamente materiais, e que as vezes eles precisam de um apoio, de serem escutados, de ter liberdade. “Nesse momento de encruzilhada precisamos ter confiança nos professores que querem cruzar outro caminho. Precisamos trabalhar em conjunto”.

Saiba mais sobre o Fórum aqui.

Fonte | Foto: Undime

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