Encontro Territorial da Undime Bahia fortalece a construção participativa dos novos Planos Municipais de Educação, destaca representante da SASE
A construção dos novos Planos Municipais de Educação (PMEs) foi um dos principais temas debatidos durante o Encontro Territorial da Undime Bahia, realizado em Barra do Choça, reunindo representantes de quatro territórios de identidade. A programação reforçou a importância do diálogo, da cooperação e da participação social na definição das políticas educacionais dos municípios.
Durante entrevista à Web TV Undime Bahia, Talamira Taíta, representante da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (SASE), vice-coordenadora do Fórum Estadual de Educação e conselheira estadual de Educação, destacou que o encontro integra uma rede de cooperação envolvendo governos, fóruns e diferentes instituições ligadas à educação.
Segundo ela, os secretários municipais de Educação possuem papel estratégico na mobilização e preparação dos municípios para a construção dos novos planos. O processo, porém, deve envolver diferentes segmentos da sociedade, incluindo fóruns municipais, equipes técnicas, professores e conselheiros.
Plano deve refletir a realidade de cada território
Um dos pontos ressaltados durante a discussão foi a necessidade de que os PMEs sejam construídos a partir da realidade de cada município. Para Talamira, não existe uma fórmula única para elaborar um plano, já que cada território possui características, necessidades e desafios próprios.
A escuta pública foi apontada como elemento fundamental nesse processo. A construção do plano deve considerar o diálogo com as redes municipal, estadual e federal, conforme a estrutura de cada município, além da participação da população.
No território do Sudoeste, que reúne 24 municípios, um dos desafios identificados é a organização das comissões gestoras, consideradas fundamentais para coletivizar o processo de construção dos planos. A proposta é que a elaboração não fique restrita às secretarias de Educação, mas seja assumida como uma responsabilidade de todo o município e, consequentemente, de seu território.
Diagnóstico e participação social são fundamentais
Outro desafio destacado foi garantir que as escutas públicas realmente cheguem à população e contribuam para a elaboração de um plano que represente as diferentes realidades locais.
Nesse sentido, a consolidação de um diagnóstico situacional foi apontada como uma etapa essencial. Sem conhecer as demandas, características e estruturas existentes no município, torna-se mais difícil construir metas e estratégias que respondam efetivamente às necessidades da população.
A discussão também ressaltou que o plano precisa considerar a integração entre as diferentes redes de ensino e a relação entre município, Estado, União e iniciativa privada, quando existente, respeitando as responsabilidades de cada ente e buscando garantir o direito à educação de forma universal.
Universidade pode contribuir com os municípios
Durante a entrevista, Talamira também defendeu uma aproximação ainda maior entre as universidades e os municípios. A expertise acadêmica e a produção de conhecimento podem contribuir para qualificar o debate e apoiar as equipes responsáveis pela construção dos planos.
A participação da universidade pode envolver diferentes áreas da educação, como Educação de Jovens e Adultos, educação do campo, educação infantil e outras etapas e modalidades de ensino. A proposta é aproximar o conhecimento produzido no meio acadêmico das necessidades concretas encontradas nos municípios.
