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Bahia

Presidente da ANFOPE destaca papel da participação coletiva na construção das políticas educacionais

Os desafios da implementação do Sistema Nacional de Educação e da construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE) estiveram entre os temas debatidos durante o XXXII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação, realizado em Salvador. Em entrevista à Web TV Undime Bahia, Malvina Tania Tuttman, representante da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE), destacou a importância da participação coletiva e da escuta dos territórios para o fortalecimento das políticas públicas educacionais.

Segundo a educadora, o encontro promovido pela Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE) tem se consolidado como um espaço fundamental para a reflexão sobre os rumos da educação brasileira, reunindo pesquisadores, gestores, professores, estudantes e representantes de entidades científicas de todo o país.

“Este encontro tem trazido não apenas conhecimentos importantes, reflexões e encaminhamentos para o presente e o futuro, mas também esperança. A esperança de continuarmos transformando a educação brasileira a partir do diálogo, da participação coletiva e da valorização dos saberes construídos nos territórios, nas escolas e nas comunidades”, afirmou.

Malvina ressaltou ainda a atuação conjunta de entidades como ANFOPE, ANPAE, ANPED e outras organizações ligadas ao campo educacional e científico, que trabalham de forma articulada na defesa da educação pública, democrática e socialmente referenciada.

Durante a entrevista, a representante da ANFOPE destacou a relevância da formação dos profissionais da educação, especialmente daqueles que atuam na educação infantil, etapa considerada estratégica para o desenvolvimento humano e para a garantia dos direitos das crianças.

“A formação dos profissionais da educação precisa estar atenta às especificidades da infância. A educação infantil exige conhecimentos próprios e um olhar sensível para as diferentes fases do desenvolvimento das crianças, que passam por profundas transformações nos primeiros anos de vida”, observou.

Ao comentar as políticas voltadas à primeira infância, Malvina enfatizou a necessidade de fortalecer a integração entre educação, saúde e assistência social, garantindo que as ações governamentais sejam construídas de forma articulada e voltadas às necessidades reais das crianças e de suas famílias.

A educadora também destacou a importância do novo Plano Nacional de Educação como instrumento orientador das políticas públicas para a próxima década. Segundo ela, o documento deve servir como referência para estados e municípios, respeitando as especificidades locais e valorizando a participação social na definição das prioridades educacionais.

“O Plano Nacional de Educação precisa chegar aos territórios não como uma imposição, mas como uma referência construída a partir da escuta das comunidades, das escolas, dos profissionais da educação, dos movimentos sociais, dos estudantes e das próprias crianças”, defendeu.

Ao refletir sobre os desafios da educação brasileira, Malvina chamou atenção para a necessidade de ampliar o debate sobre o bem-estar das crianças e estudantes, indo além dos indicadores quantitativos tradicionalmente utilizados no acompanhamento das políticas públicas.

“Precisamos continuar nos perguntando se nossas crianças estão felizes, se estão tendo seus direitos garantidos e se a escola está cumprindo seu papel de promover desenvolvimento humano, cidadania e qualidade de vida”, destacou.

Para a representante da ANFOPE, a construção de um país mais justo, democrático e soberano passa necessariamente pelo fortalecimento da educação pública e pela articulação entre diferentes políticas sociais.

O XXXII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação segue reunindo especialistas de diversas regiões do Brasil e do exterior para discutir temas relacionados à gestão educacional, ao Sistema Nacional de Educação, ao novo Plano Nacional de Educação e aos desafios da garantia do direito à educação de qualidade para todos.

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