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Bahia

Secretária da Secadi destaca equidade como eixo central do novo Plano Nacional de Educação

A equidade como princípio estruturante das políticas educacionais brasileiras foi um dos temas centrais debatidos durante o XXXII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação e o II Colóquio Políticas e Gestão da Educação Básica, realizados em Salvador. Representando a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Zara Figueredo destacou os avanços conquistados com o novo Plano Nacional de Educação (PNE) e com a aprovação do Sistema Nacional de Educação (SNE).

Durante sua participação no evento, a gestora ressaltou a importância da parceria entre a Secadi, a Undime e demais instituições envolvidas na construção das políticas educacionais, enfatizando que o novo PNE traz uma abordagem mais ampla e inclusiva em relação às diferentes modalidades e públicos da educação brasileira.

“Uma das principais contribuições da Secadi para o novo Plano Nacional de Educação foi colocar a equidade no centro do debate. O plano contempla objetivos, metas e estratégias voltadas para as diversas modalidades de ensino, além de temas fundamentais como igualdade racial, educação ambiental e inclusão”, afirmou.

Segundo a secretária, a recente aprovação do Sistema Nacional de Educação fortalece ainda mais esse compromisso ao estabelecer a equidade como um dos critérios orientadores do financiamento educacional.

“O Sistema Nacional de Educação determina que o financiamento da educação deve ser pautado pela equidade. Isso significa garantir condições diferenciadas para atender aqueles que historicamente tiveram menos oportunidades”, explicou.

Durante o debate, a gestora também destacou a necessidade de ampliar a compreensão sobre o conceito de equidade, que vai além da distribuição igualitária de recursos.

“Pensar a equidade é reconhecer que grupos diferentes possuem necessidades diferentes. Não basta apenas destinar mais recursos para quem tem menos. É preciso compreender quais são as demandas específicas de cada público e construir políticas adequadas para cada realidade”, ressaltou.

Entre os exemplos citados estão as políticas voltadas para a educação escolar indígena, educação do campo, educação de jovens e adultos (EJA), educação especial e promoção da igualdade racial. Segundo a secretária, cada uma dessas áreas exige estratégias próprias relacionadas à formação de professores, produção de materiais pedagógicos, infraestrutura e valorização das identidades culturais.

A representante da Secadi também destacou que a construção da equidade passa não apenas pelo financiamento e pelos recursos materiais, mas pela valorização humana e pelo reconhecimento das diferentes trajetórias dos estudantes brasileiros.

O evento reuniu gestores, pesquisadores, movimentos sociais, dirigentes educacionais e representantes de instituições de todo o país para discutir os desafios da implementação do novo Plano Nacional de Educação e do Sistema Nacional de Educação.

Além dos debates, a programação contou com o lançamento dos Cadernos Brasileiros de Educação Popular, reforçando o compromisso com a ampliação do diálogo e da participação social na construção das políticas educacionais.

As discussões seguem até a próxima quinta-feira, fortalecendo a articulação entre os diferentes segmentos da educação brasileira e contribuindo para a construção de uma educação pública mais democrática, inclusiva e comprometida com a redução das desigualdades.

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