Educação antirracista e planejamento ganham centralidade em debate no Fórum da Undime Bahia
A cobertura especial do Fórum Extraordinário da Undime Bahia, em Salvador, segue destacando reflexões fundamentais para o futuro da educação pública. Um dos participantes da mesa sobre agendas estratégicas e Planos Municipais de Educação (PME) foi o professor doutor Paulo Garcia, que trouxe contribuições importantes sobre planejamento e educação antirracista.
Durante a entrevista à Web TV Undime Bahia, o professor avaliou a mesa como “potente” e marcada pela diversidade de temas, todos convergindo para um objetivo comum: fortalecer o planejamento educacional nos municípios. Segundo ele, o PME deve ser compreendido como um instrumento estratégico que articula diferentes agendas, como educação inclusiva, educação do campo, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e, especialmente, a educação antirracista.
Paulo Garcia destacou que sua participação teve foco na necessidade de inserir, de forma estruturante, a educação para as relações étnico-raciais nos sistemas de ensino. Para ele, essas pautas não podem ser tratadas como ações pontuais, mas devem fazer parte do cotidiano escolar e das políticas públicas. “O PME não é apenas um documento técnico, é também um instrumento de poder, capaz de direcionar e garantir a efetivação dessas agendas nos municípios”, afirmou.
Ao comentar a participação da professora Jane Haddad, que abordou a humanização da educação, Paulo reforçou que não é possível pensar o ensino sem empatia e sensibilidade. “A escola é um espaço plural. O professor precisa ter um olhar atento para acolher e potencializar as diferenças”, pontuou.
