Currículo humanizado e saúde mental marcam debate no Fórum da Undime em Salvador
Direto de Salvador, o segundo dia do Fórum Extraordinário da Undime Bahia foi palco de reflexões profundas sobre os rumos da educação contemporânea. Um dos destaques da programação foi a participação da Jane Haddad, que trouxe à tona a importância de um currículo mais humanizado e sensível às necessidades dos estudantes.
Em clima de celebração já que a educadora comemorava seus 62 anos, Jane Haddad participou da mesa de abertura destacando que o momento exige uma mudança de olhar sobre o processo educacional. Segundo ela, é fundamental evitar a desumanização da educação, especialmente em um cenário em que indicadores apontam fragilidades crescentes na saúde mental dos sujeitos.
“A educação precisa ser um espaço de acolhimento, de escuta e de construção de sentido”, afirmou. Para a professora, a integração entre diferentes agendas educacionais deve priorizar não apenas resultados, mas também relações mais afetivas e humanas dentro das escolas.
A educadora também ressaltou que o conceito de saúde, hoje, vai além do físico, englobando dimensões emocionais e psíquicas. Nesse contexto, a escola tem papel essencial na construção do desejo de aprender e ensinar, ajudando estudantes e educadores a encontrarem propósito em suas trajetórias.
Outro ponto enfatizado foi o uso consciente das tecnologias e recursos pedagógicos. Para Jane Haddad, ferramentas digitais, livros e metodologias inovadoras são importantes, mas devem estar sempre a serviço da humanização. “A humanidade só pode ser apresentada pelos humanos”, destacou, reforçando a necessidade de práticas educativas que valorizem as relações e a empatia.
Ao abordar a escola como território, a professora ampliou o conceito para além do espaço físico. Segundo ela, trata-se de um ambiente que reúne diferentes vivências, identidades e realidades, exigindo uma abordagem sensível à diversidade e à complexidade humana.

