Controle e participação social ganham destaque em debate sobre gestão educacional no Fórum da Undime Bahia
A importância do controle externo, interno e social para o fortalecimento das políticas educacionais foi um dos principais pontos debatidos durante a primeira mesa do Fórum Extraordinário da Undime Bahia, em Salvador. O tema foi abordado pelo professor doutor Gilson Araújo, que destacou o papel estratégico desses mecanismos na construção e execução dos novos Planos Municipais de Educação.
Durante sua participação, o especialista ressaltou que o novo Plano Nacional de Educação traz uma abordagem mais ampla sobre o controle das políticas públicas. Segundo ele, esse processo deve ser compreendido como um instrumento de orientação e aprimoramento da gestão. “Não se trata de um controle que apenas pune, mas que orienta, acompanha, monitora e avalia a execução das ações previstas nos planos”, afirmou.
Gilson Araújo também destacou que o grande desafio do Brasil não está mais apenas no planejamento, mas na efetiva implementação das políticas públicas. Para ele, os novos planos municipais devem ser construídos com foco na execução, prevendo mecanismos que permitam ajustes ao longo do percurso. “O plano precisa ser vivo, monitorado constantemente e passível de mudanças a partir da sua execução”, pontuou.
Outro aspecto enfatizado foi a relevância do controle social, especialmente por meio da atuação dos conselhos municipais de educação e dos fóruns de educação. “Esses espaços representam a voz da sociedade e são fundamentais para garantir que as políticas atendam às reais necessidades da população”, explicou.
O especialista lembrou ainda que a participação social é um princípio consolidado desde a Constituição de 1988, sendo essencial para a construção democrática das políticas educacionais. No entanto, alertou para a necessidade de qualificação desses atores. “Estamos lidando com uma política complexa, que envolve planejamento e orçamento. É fundamental capacitar os envolvidos para que o controle seja efetivo”, destacou.
Ao avaliar os desafios do novo ciclo de planejamento educacional, Gilson Araújo apontou a qualidade da educação como principal foco. “O Brasil avançou muito no acesso, especialmente na pré-escola. Agora, o grande desafio é garantir qualidade na aprendizagem”, afirmou.
