Seminário reforça democracia e participação como pilares da educação pública, afirma integrante da Diretoria da Uncme
O último dia do seminário estadual da UNCME, realizado em Salvador, foi marcado por reflexões sobre o papel da participação social e da democracia na construção de políticas educacionais mais justas. O encontro reuniu representantes dos 27 territórios de identidade da Bahia, consolidando-se como um dos principais espaços de formação e articulação dos conselhos municipais.
Entre os participantes, o integrante do grupo gestor da entidade, Lenildo Mota, destacou a relevância do evento como um espaço democrático de escuta e construção coletiva.
“Esse seminário representa a plenitude da democracia. É aqui que os conselheiros trazem os anseios dos seus municípios e conseguem dialogar com uma representatividade ampla, construindo caminhos coletivos para a educação pública”, afirmou.
Representando o município de Camacã, no litoral sul do estado, Lenildo ressaltou que, apesar das diferentes realidades locais, os desafios da educação são comuns em todo o país. Entre eles, citou a necessidade de ampliar a alfabetização, garantir a permanência dos estudantes nas escolas e fortalecer a formação continuada dos profissionais da educação.
“O Brasil ainda enfrenta desafios históricos, como a alfabetização de crianças, jovens e adultos. Também precisamos avançar na busca ativa de estudantes e na melhoria da infraestrutura das escolas”, pontuou.
O conselheiro também enfatizou que a educação deve ir além do conteúdo escolar, contribuindo para a formação integral dos cidadãos. “Precisamos de uma educação que forme pessoas para a vida em sociedade, com respeito ao outro e compromisso com o coletivo”, destacou.
Outro ponto central da discussão foi a chegada do novo Plano Nacional de Educação, recentemente aprovado, que orientará as políticas educacionais da próxima década. Para Lenildo, o grande desafio agora é adaptar as diretrizes nacionais à realidade de cada município.
“Não podemos simplesmente replicar o plano nacional. É preciso construir planos municipais com identidade própria, que dialoguem com as necessidades locais e sejam realmente executáveis”, explicou.
Ele também alertou para a importância do financiamento adequado das políticas educacionais, destacando que sem recursos suficientes os planos correm o risco de não sair do papel.
Durante sua fala, Lenildo reforçou a necessidade de fortalecimento dos sistemas municipais de educação e da atuação dos conselhos como instrumentos de controle social e garantia de direitos.
Ao abordar o contexto político e social, o conselheiro foi enfático ao defender a democracia como condição essencial para o avanço da educação. “Só conseguimos construir uma educação de qualidade em um ambiente democrático, com participação, diálogo e respeito. Sem isso, não há avanço possível”, afirmou.
A mensagem final deixada por ele aos educadores e conselheiros foi de perseverança: “Não desistam. A educação exige luta constante, diálogo e compromisso com o coletivo”.
