Bahia dá largada no encontro dos conselhos municipais de educação com foco nos planos decenais
A capital baiana foi palco da abertura oficial do encontro da União dos Conselhos Municipais de Educação da Bahia (Uncme), que reúne gestores, conselheiros e especialistas de toda a Bahia para discutir a educação do estado na próxima década. O evento, que segue até sexta-feira, contou com a participação de mais de 900 inscritos, representando 300 municípios, segundo a coordenadora do coletivo, professora Gilvânia Nascimento.
Gilvânia destacou a importância do debate sobre a construção participativa dos planos de educação. “Queremos planos que realmente sejam construídos com toda a sociedade, com muita discussão”, afirmou. A coordenadora ressaltou que o evento ganhou ainda mais relevância com a aprovação do Plano Nacional de Educação, que estabelece diretrizes e metas para o país até 2036, servindo de referência para os estados e municípios.
O reitor da Universidade do Estado da Bahia (UESC) participou da abertura com uma palestra sobre os desafios da educação brasileira, ressaltando a relação entre universidade, escolas e sociedade, e destacando a necessidade de uma educação democrática e universal. Também participaram da mesa de abertura representantes do Fórum Estadual de Educação, da Secretaria de Educação, do Conselho Estadual de Educação, do UNDIME e do Tribunal de Contas, reforçando a articulação institucional necessária para o fortalecimento das políticas públicas educacionais.
A programação do encontro foi organizada em quatro eixos principais:
- Políticas públicas e alfabetização – debate sobre educação integral, educação do campo e outras políticas estruturantes.
- Gestão democrática e participação social – papel dos conselhos e fóruns municipais na construção dos planos.
- Financiamento da educação – garantia de recursos compatíveis para o cumprimento das metas decenais, incluindo o custo-aluno qualidade.
- Planos decenais – discussão sobre os documentos do Fórum Estadual de Educação e estratégias para fortalecer os planos estaduais e municipais.
Segundo Gilvância Nascimento, o encontro reforça a necessidade de consolidar políticas de estado e não apenas de governo, garantindo continuidade e resultados para a próxima década. “Falar de uma década é falar de uma geração. Ter o Plano Nacional aprovado nos dá segurança para avançar nos planos estadual e municipais, que é onde a educação realmente acontece”, concluiu.
