Abertura do Fórum da Undime Bahia reúne lideranças e reforça compromisso com a educação pública com foco nos planos decenais
A mesa de abertura do Fórum da Undime Bahia foi marcada por falas contundentes e pela diversidade de representações, reunindo gestores, entidades e representantes do poder público em torno de um objetivo comum que é o fortalecimento da educação pública, com foco nos novos planos decenais de educação.
Presidente da Undime Bahia e dirigente municipal de educação de Aratuípe, no baixo sul, Anderson Passos dos Santos destacou a relevância do encontro para o cenário educacional. “Este fórum tem uma importância enorme para a educação da Bahia e do Brasil, especialmente pela temática que discutimos aqui, que são os sistemas de educação e os planos municipais, fundamentais para organizar e garantir o direito à educação”, afirmou.
A estudante Maria Heloisa Góes, do 2º ano do município de Wagner, na Chapada Diamantina, trouxe à mesa a voz dos alunos e fez um apelo direto aos gestores. “Peço que vocês não desistam das crianças. A gente precisa da escola e de oportunidades para construir nosso futuro”, disse.
Representando os trabalhadores da educação, Rui Oliveira, coordenadora da APLB Bahia, enfatizou a necessidade de valorização profissional. “É fundamental que os planos de carreira atendam às reais necessidades da categoria, garantindo condições dignas de trabalho e reconhecimento para os educadores”, pontuou.
Na mesma linha, Valdir Silva, da ASPROF, ressaltou a importância de tirar do papel as metas educacionais. “Precisamos colocar em prática os objetivos do novo plano decenal de educação, que contempla, inclusive, a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras em educação”, destacou.
João Danilo Batista de Oliveira, coordenador do FEEBA, celebrou o momento de articulação. “É uma alegria compartilhar esse sentimento de esperança e construir uma agenda capaz de colocar a educação no centro das políticas públicas”, afirmou.
Já Gilvânia Nascimento, coordenadora da UNCME Bahia, chamou atenção para a articulação entre os entes federativos. “Fortalecer o regime de colaboração é essencial para avançarmos na construção de políticas públicas educacionais mais efetivas”, disse.
Vice-presidente do Conselho Estadual de Educação, Dinalva Melo reforçou a responsabilidade coletiva. “Não basta ter um plano, ele precisa estar articulado e acompanhado de compromissos concretos de todos em prol da educação pública como um direito constitucional”, ressaltou.
Representando a União dos Prefeitos da Bahia (UPB), Jocivaldo Bispo da Conceição destacou avanços na área da alfabetização. “É uma alegria perceber o movimento que vem sendo feito para garantir os direitos das crianças à alfabetização no estado da Bahia”, afirmou.
De outro estado, Petrúcio Ferreira, presidente da Undime-RN e secretário municipal de educação de Goianinha, reforçou a urgência do compromisso coletivo. “Não desistir da escola pública é um dever de todas e todos, especialmente diante dos desafios colocados pelo novo Plano Nacional de Educação”, declarou.
Encerrando a mesa, Manoel Calazans, assessor especial da Secretaria da Educação da Bahia, destacou o papel do investimento. “Os planos de educação têm custos, exigem investimentos e planejamento, sobretudo quando falamos de alfabetização e apoio técnico aos municípios”, explicou.
Representando o Ministério da Educação, Gregório Grisa, secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino, reafirmou o compromisso institucional. “O MEC tem se empenhado em fortalecer o regime de colaboração e seguimos comprometidos com essa agenda à frente da Sase”, concluiu.
A abertura do fórum evidenciou o alinhamento entre diferentes atores e a centralidade da educação nas políticas públicas, com foco na cooperação, no planejamento e na garantia de direitos.









