Novo Plano Nacional de Educação é destaque na abertura do encontro da UNCME em Salvador
A abertura do encontro estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCM) reuniu representantes de diversas instituições educacionais e marcou um momento histórico para a educação brasileira: a aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026–2036), ocorrida em Brasília e agora encaminhada para sanção presidencial.
Durante o evento, o professor João Danilo, coordenador do Fórum Estadual de Educação, destacou a importância da participação social na construção do novo plano. Segundo ele, o processo teve início ainda nas conferências nacionais e contou com o incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ampliar o diálogo com a sociedade.
“O plano reflete uma construção coletiva, identificando lacunas e consolidando o direito à educação. É uma grande vitória para o país”, afirmou.
Com a aprovação do novo PNE, estados e municípios terão agora o desafio de elaborar ou atualizar seus planos decenais de educação. O prazo estimado é de até 15 meses para que os municípios adequem suas diretrizes à realidade local, alinhando metas nacionais às necessidades específicas de cada território.
Na Bahia, o processo já está em estágio avançado. De acordo com João Danilo, o estado já conta com uma minuta do Plano Estadual de Educação, construída a partir de escutas públicas e debates realizados ao longo do último ano. A proposta será apresentada ao Fórum Estadual, servindo como referência para os municípios baianos.
“O município não está sozinho. Há uma rede de apoio formada por conselhos, fóruns, secretarias e universidades, todos comprometidos com a construção coletiva das políticas educacionais”, ressaltou o coordenador.
Outro ponto enfatizado foi a importância de conectar as diretrizes nacionais às realidades locais. A proposta é que cada município faça um diagnóstico aprofundado de suas necessidades, garantindo que as metas sejam viáveis e efetivas.
João Danilo também destacou sua ligação com o interior baiano, especialmente com o município de Irecê, reforçando o compromisso de manter o diálogo com as bases educacionais. “A educação precisa ser vista como motor do desenvolvimento humano e territorial. É do chão da escola que surgem as transformações reais”, concluiu.
