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POLíTICA NACIONAL DE EDUCAçãO PARA IDOSOS NA COMISSãO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA
Publicação: 26/05/2017

Especialistas que participaram nesta quarta-feira (25) de audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa apresentaram sugestões para uma política de educação destinada especificamente a essa parcela da população.

A presidente da Associação Nacional de Gerontologia do Brasil, Tereza Lins, afirmou que uma política nesses moldes auxiliaria a diminuição do analfabetismo absoluto e funcional de idosos.

Ela também avaliou que a educação básica oferecida a essas pessoas no Brasil não tem a preparação correta. “Os docentes não aprendem na sua formação as competências necessárias para o ensino ao idoso”, explicou.

Participação 

Rita de Cássia da Silva Oliveira, presidente da Associação Brasileira das Universidades Abertas para a Terceira Idade, também avaliou como um dos maiores problemas a falta de uma política pública específica para o atendimento dessa demanda educacional.

"Os idosos precisam ser conhecedores dos seus direitos. Assim, poderão conquistar novos papeis sociais, maior dignidade e respeito”, disse.

A deputada Leandre (PV-PR), que sugeriu o debate, citou a importância da discussão sobre o tema. “Os cursos para pessoas da terceira idade contribuem para que elas se sintam participativas”.

Segundo a deputada, caso a legislação precise de mudanças, elas devem ser feitas “para aprimorar e não complicar o que existe”.

Educação integrada 

Parcerias entre redes estaduais e municipais de educação de jovens e adultos com instituições federais foram alternativas citadas pelo coordenador-geral de Educação de jovens e Adultos do Ministério da Educação, Carlos Humberto Spezia.

“A integração entre o itinerário formativo, ou seja, o acompanhamento desde o ensino básico até o superior, além do reconhecimento de saberes, pode trazer ao idoso maior facilidade e motivação para estudar", afirmou.

Fonte: Agência Câmara Notícias

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