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SEMINáRIO NO CNE SOBRE AS LEIS DA HISTóRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDíGENA
Publicação: 04/09/2017

A Undime participou nesta quinta-feira (31), do Seminário de Avaliação da Aplicação das Leis 10.639/ 2003 e 11.645/ 2008 e sua repercussão na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O evento é uma realização do Conselho Nacional de Educação por meio da Comissão “Educação das Relações Étnico-raciais e o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena”. Na ocasião, a Undime foi representada pelo presidente da Região Centro-Oeste e presidente da Undime GO, Marcelo Ferreira da Costa, Dirigente Municipal de Educação de Goiânia (GO).

"A Undime tem acompanhado com muita atenção o desenvolvimento do texto da Base e todo esse percurso que vem sendo feito. Inclusive participando das audiências públicas, promovidas pelo CNE", lembrou o presidente da Undime Goiás ao acrescentar que esse momento das audiências tem sido um espaço muito interessante no qual é possível dialogar de forma democrática.

O seminário começou na quarta-feira (30) e, de acordo com a programação, foram apresentados os resultados da pesquisa sobre a aplicação das leis que tratam da história e cultura Afro-Brasileira e Indígena e, em seguida, os participantes se dividiram em grupos de trabalho para analisar a aplicação delas no âmbito das escolas e dos sistemas de ensino.

Na quinta-feira (31), foram apresentados os resultados das discussões em grupo e as contribuições para a Base. Entre os pontos apresentados, estão indicação da necessidade de aprofundar a capacitação dos professores que trabalham em sala de aula com as temáticas e a necessidade de um engajamento maior entre os alunos e a comunidade para melhor compreensão dos contextos. Foi apontado ainda que é preciso analisar como essas leis estão sendo implementadas nas universidades, não só no âmbito da educação básica.

A ideia é que, a partir do seminário, seja produzido um documento com sugestões para serem entregues ao Conselho Nacional de Educação que, neste momento, analisa a BNCC.

"Concordo que há expectativa que tem que ser garantida na Base e nós temos que nos preocupar com isso. Mas há um movimento que tem de ser preparado agora que é o movimento da reorientação curricular que vai acontecer após a entrega da Base", disse Marcelo. Segundo ele, "Goiás já trabalha numa proposta de organizar comissões nos municípios para nos preparamos, lendo a documentação curricular existente nos municípios, para a chegada da Base". Tudo isso levando em consideração os desdobramentos subsequentes como a reorganização curricular e a capacitação de gestores, diretores e professores, por exemplo.

Para acessar a pesquisa apresentada durante o seminário, clique aqui.

Fonte: UNDIME