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UNDIME PARTICIPA DA ENTREGA DO PRêMIO NACIONAL DE EDUCAçãO EM DIREITOS HUMANOS
Publicação: 01/09/2017

Na manhã da quarta-feira (30), a Undime participou da cerimônia de entrega da 5ª edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos. Na ocasião, a instituição foi representada pelo presidente e Dirigente Municipal de Educação de Alto Santo (CE), Alessio Costa Lima. O vice-presidente da Undime, Roque Antônio Mattei, dirigente de Joinville (SC), acompanhou a cerimônia.

Além da Undime, que apoia o Prêmio, compuseram a mesa: a reitora da Universidade de Brasília, Márcia Abrahão; a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi/ MEC), Iivana de Siqueira; a secretária Nacional de Cidadania do Ministério dos Direitos Humanos, Flávia Piovesan; o coordenador de Cooperação Técnica da Organização de Estados Ibero-americanos, Leonardo Serikawa; e a coordenadora de políticas educacionais transversais da Secretaria de Educação do Distrito Federal, representando o Consed, Hélia Cristina Giannetti.

O Prêmio é voltado para a reflexão sobre os resultados obtidos com os projetos de Educação em Direitos Humanos e visa promover projetos que ajudem a construir uma nova percepção de mundo, com respeito à diversidade, à convivência pacífica e ao exercício da liberdade.

Nesta edição, inscreveram-se mais de 70 trabalhos vindos de todas as regiões do país, apresentados por instituições públicas e privadas de educação básica e superior e da sociedade civil, além de secretarias estaduais e municipais de educação e de direitos humanos.

Confira abaixo a relação dos premiados:

Categoria A - Eduação formal

Projeto: “Entre o diário e a HQ: estudantes construindo a História de um Bairro”
Escola Municipal Anne Frank (Belo Horizonte/ MG)

Escrito de forma poética, o projeto interliga as trajetórias da patrona da escola, Anne Frank (e seu diário), com a história de uma estudante de EJA e líder comunitária que sonhava em escrever a história em quadrinhos. Com base na história oral, os estudantes entrevistam pessoas do bairro de Confisco, uma região vulnerável entre as cidades de Belo Horizonte e Contagem. Estas pessoas são chamadas de “pessoas-livro”, porque guardam a memória histórica local. O trabalho se insere no tema do direito à cidade, frente que vem sendo abordada na agenda de direitos humanos de forma transversal, e se propõe a mudar a perspectiva das crianças sobre o território em que vivem, rompendo estigmas e fortalecendo-lhes a auto-estima.

Categoria B - Organizações da Sociedade Civil e de Educação não formal

Projeto: “A Lei Maria da Penha nas escolas: desconstruindo a violência, construindo diálogos” (Teresina/ PI)
Ministério Público do Estado do Piauí

O projeto é uma iniciativa do Ministério Público do Estado do Piauí com o objetivo de estimular e discutir o tema com estudantes da rede pública, além de produzir conteúdos e ações que remetam ao protagonismo juvenil na prevenção e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Os alunos manifestam o que compreenderam sobre o tema, através de fotografias, ilustrações, teatro, música, dança, entre outras formas.

Categoria C - Secretarias de Educação e Secretarias de Direitos Humanos ou homólogas

Projeto: “Educação e Direitos Humanos no Currículo Escolar da Rede Municipal de Ensino de Chapecó” (Chapecó/ SC)
Secretaria Municipal de Educação de Chapecó

A rede municipal de ensino de Chapecó desenvolve, desde 2012, o Projeto “Educação e Direitos Humanos no Currículo Escolar da Rede Municipal de Ensino de Chapecó”, com a proposta de encontrar formas de reduzir os diversos tipos de violências e a sensação de insegurança nos ambientes escolares. Com base nos quatro pilares da Educação e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, tendo como premissa, aprender a conviver e aprender a ser. Com este projeto a secretaria pretende construir coletivamente uma cultura humanitária, aplicando bimestralmente em todas as séries do ensino fundamental II e durante o ano letivo a disciplina “Educação e Direitos Humanos”, que atua na proposição de ações específicas de proteção e garantia de direitos e deveres em diversos âmbitos, trazendo ao espaço educativo formal, abertura para discussões, reflexões e análises envolvendo alunos e professores em torno das diversas temáticas de direitos humanos durante todo o ano.

Menção honrosa: Educação Superior
Projeto: “Direitos Humanos e Gênero: capacitação em noções de Direitos Humanos e Cidadania - Promotoras Legais Populares”
Universidade de Brasília/ Faculdade de Direito

O projeto das Promotoras Legais Populares (PEAC), iniciativa da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília criada há 12 anos, tem o objetivo de construir um espaço ativo de fala para as mulheres na perspectiva de que se descubram sujeitos na construção de seus direitos, combatendo as várias formas de violência contra às mulheres. O projeto oferece cursos no Distrito Federal e entorno, cada um deles de duração de oito meses, estruturados em oficinas semanais e abrangendo temáticas variadas com enfoque de gênero e diversidade sexual.

Fonte/ Foto: Undime