Home / Notícia / BNCC em Debate
UNDIME PARTICIPA DE SEMINáRIO PARA DEBATER GUIA DE IMPLEMENTAçãO DA BASE NACIONAL COMUM
Publicação: 23/07/2017

Na última segunda-feira, 17 de julho, os coordenadores estaduais da Undime e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), representantes do Movimento pela Base e do Ministério da Educação (MEC) se reuniram em Brasília para debater a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas redes de ensino. O objetivo do encontro foi discutir, avaliar e aprimorar a proposta do Guia de Implementação da Base que está sendo elaborado em parceria pelas quatro instituições.

Na mesa de abertura estavam presentes o presidente da Undime e Dirigente Municipal de Educação de Alto Santo (CE), Alessio Costa Lima; o secretário de Estado de Educação do Distrito Federal, Júlio Gregório Filho, representando o Consed; a secretária executiva do movimento pela Base, Alice Ribeiro; e a diretora de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica do MEC, Teresa Pontual.

Para o presidente da Undime, além da relevância de todo o trabalho quem vem sendo realizado em torno da Base, um grande ganho nesse processo foi a aproximação entre a Undime e o Consed. "Por incrível que pareça, apesar dos nossos objetivos serem comuns, em alguns estados ela é natural e faz parte do processo. Mas em outros estados ela não é tão natural, ela é complexa e sofre com a interferência de questões políticas partidárias, por exemplo. O nosso partido é a educação e não há porque trabalhar de forma diferente. Temos de trabalhar de forma integrada, pensando o que é melhor para a educação em cada estado e município", disse Alessio.

Teresa Pontual ressaltou que, para o MEC, é muito importante trabalhar de forma próxima ao Consed e à Undime e disse que o Ministério quer dar todo o apoio necessário para a implementação da Base nas redes de ensino. Segundo ela, a expectativa é de que a versão final da Base para a educação infantil e o ensino fundamental fique pronta ainda este ano. Mas, para Teresa, independente disso, as redes já podem ir se preparando.

Já o representante do Consed, aproveitou a oportunidade para ressaltar o trabalho dos coordenadores estaduais no âmbito da Base. Para Gregório esse grupo tem a tarefa de, entre outros pontos, identificar a essência do que deve estar no documento e transformar isso para dar ao país um novo formato para a educação que nós precisamos. "Cada vez eu estou mais convencido de que nós teremos de ser muito cuidadosos, porque estamos mexendo com uma cultura", disse ele.

Ainda no período da manhã, foi realizada a apresentação da proposta do Guia de Implementação da Base, bem como sua estrutura e a importância do regime de colaboração como estratégia para o sucesso da inciativa. Sobre esse assunto, os participantes tiveram a oportunidade de escutar o relato de Pernambuco sobre a experiência da construção do currículo em colaboração e conhecer um pouco mais sobre o Programa de Aprendizagem na Idade Certa (Paic) e os benefícios de uma proposta pedagógica coordenada, no âmbito da rede de ensino do Ceará.

Ao longo do dia, os trabalhos foram realizados em grupos nos quais se debateram questões como: as principais ações necessárias para a articulação de um regime de colaboração; a estrutura e a formação das equipes das secretarias; e as estratégias para tratamento da regionalização e diversidade.

Após o encontro, todas as contribuições serão sistematizadas para que, dessa forma, possam ser analisadas.

Histórico

As discussões em torno da Base começaram em 2014. A primeira versão foi apresentada em setembro de 2015 e recebeu mais de 12 milhões de contribuições de todo o país. Essas contribuições ajudaram a formatar a segunda versão da BNCC, apresentada em maio de 2016 e, após a promoção de seminários e debates em vários estados, a terceira versão foi construída e encaminhada ao Conselho Nacional de Educação, em maio deste ano. O CNE, por sua vez, está realizando audiências públicas regionais para debater essa última versão.

Fonte: Undime/ Fotos: Consed