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MINISTéRIO DA EDUCAçãO LANçA PROGRAMA PARA MELHORAR INDICADORES DO ENSINO FUNDAMENTAL
Publicação: 05/12/2018

As mudanças de comportamento, transformações físicas, psicológicas e sociais que acontecem ao longo da adolescência podem ser ricas oportunidades para o desenvolvimento dos estudantes. Para conectar a escola a esse universo e garantir a aprendizagem de estudantes dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o MEC (Ministério da Educação) lançou na última terça-feira (27) o Programa Escola do Adolescente, que pretende oferecer formação e apoio técnico a professores e gestores de escolas públicas.

Enquanto presidente da Undime/BA e representante da Undime Nacional, tive a oportunidade de participar do lançamento do Programa Escola do Adolescente, cujo objetivo é melhorar os indicadores do Ensino Fundamental - Anos Finais, ressalta o Professor Williams Panfile Brandão, Dirigente Municipal de Educação de Elísio Medrado.

Além de olhar para os indicadores de aprendizagem, o programa reforça a necessidade de oferecer suporte específico para as escolas da etapa, com formação e apoio técnico a professores e gestores de escolas públicas. “O ensino fundamental 2 é uma das etapas que tem tido menos política, que tem sido menos pensada. Temos muita coisa para o ensino médio, para a alfabetização, para anos iniciais [do 1º ao 5º ano do ensino fundamental]”, afirmou o ministro da Educação Rossieli Soares, durante o evento de lançamento em Brasília (DF).

De acordo com dados do governo federal, o índice de insucesso escolar (resultado da soma de reprovação e abandono) alcança 14,5% dos alunos nesta etapa de ensino. Desde 2013, o país não alcança sua meta de evolução do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nos anos finais do ensino fundamental, que em 2017 ficou em 4,7, enquanto o previsto pelo PNE (Plano Nacional da Educação) era 5.

Já o site Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional) detectou que 29,2% dos 5.570 municípios do país regrediram e  apenas 1.404 municípios atingiram a meta estipulada para o país. Dentro deste mesmo recorte, no Distrito Federal e em seis estados – Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Roraima e Sergipe – nenhum município alcançou a meta do Brasil.