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UNDIME PARTICIPA DE COLóQUIO SOBRE REGULAçãO DAS POLíTICAS EDUCACIONAIS NA CONAE 2018
Publicação: 22/11/2018

Na manhã desta quinta-feira (22), o presidente da Undime integrou a mesa de especialistas de um dos colóquios programados para a Conferência Nacional de Educação (Conae 2018), que acontece em Brasília (DF).

Convidado do evento, o presidente da Undime e membro do Fórum Nacional de Educação, Alessio Costa Lima, atuou como moderador do encontro que debateu os planos decenais e o Sistema Nacional de Educação: qualidade, avaliação e regulação das políticas educacionais. O dirigente esteve acompanhado pela doutora em Sociologia e titular nos cursos de Direito e Administração da Faculdade Farias Brito, Lídia Pimentel e pela presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.

Em sua fala, Lídia Pimentel defendeu que escolas e o cenário educacional precisam incluir o conceito da pluralidade em suas dinâmicas. “Não é possível pensar no contexto da educação sem pensar em questões socioeconômicas, em diversidade de gênero e de diferenças religiosas. Quando pensamos na educação de forma ampla, vemos que o sistema envolve estados, municípios e uma série de atores distintos. É importante pensar nestes sujeitos para trabalhar para a garantia de acesso”, afirmou.

Trazendo dados do Inep, a presidente da autarquia apresentou informações sobre o atual contexto brasileiro e as desigualdades sociais identificadas pelo Instituto, a fim de apontar os desafios do acesso e da permanência de alunos brasileiros. De acordo com Maria Inês, os maiores problemas têm sido as altas taxas de reprovação e de exclusão, que incluem evasão e abandono escolar.

Citando os resultados mensurados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017, que apontou os baixos índices de aprendizagem em língua portuguesa durante a divulgação, em agosto deste ano, ela afirmou que é preciso promover estruturas que permitam a continuidade do aluno em sala de aula. “Esta estrutura se chama alfabetização”.

Segundo a presidente do Inep, a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) representa uma oportunidade para corrigir o modelo de ensino e de formação de professores, criando uma primeira referência que permitirá adequar currículos que garantam o direito à aprendizagem das crianças. “É o momento de lutarmos pela aprovação da BNCC, garantindo a formação continuada dos professores”, defendeu.

Na ocasião, Maria Inês anunciou a inauguração, até o mês de dezembro, da Escola Lourenço Filho, que fornecerá cursos a profissionais que atuam na educação.

Fonte | Foto: UNDIME